CORONAVÍRUS

E O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O COVID-19

Esta seção reúne os esclarecimentos para as dúvidas mais comuns sobre o novo coronavírus (Covid-19). As formas de transmissão, sintomas e dicas de prevenção são alguns dos pontos abordados aqui.

1. O que é o novo coronavírus?

É um novo vírus, descoberto na China, causador de infecção respiratória e sintomas comuns de gripe e resfriado.
2. Quais são os sintomas do novo coronavírus?

Os sintomas são parecidos com os da gripe: tosse, dor de garganta, secreção nasal, podendo ter febre, dores de cabeça e no corpo. Os sintomas mais graves, presentes na minoria dos casos, incluem febre alta, falta de ar e prostração.

3. Quais são os grupos de risco? 

Idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, pulmonares, cardíacas, renais e imunossuprimidos (com baixa defesa do corpo).
4. Qual é a diferença dessa doença para uma gripe já que os sintomas são parecidos?

Não existe diferença significativa quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Sintomas mais graves e pneumonia podem acontecer mais frequentemente em pessoas dos grupos de riscos.
5. Como é definido um caso suspeito do novo coronavírus?
Neste momento não há diferenciação entre os casos de coronavírus e as outras gripes e resfriados, ambos estão circulando no município. Os sintomas gripais gerais são tosse, dor de garganta, secreção nasal, podendo ter febre, dores de cabeça e no corpo.
6. Qual a forma de transmissão do vírus?

As evidências atuais descrevem a transmissão pelo ar e por contato de mãos ou objetos contaminados com mucosas da face (olhos, boca e nariz).
7. Quando procurar uma unidade de saúde?

A recomendação atual é que pessoas com sintomas leves fiquem em casa até completar 3 dias sem febre, com melhora importante dos sintomas ou no mínimo 7 dias a partir do início dos sintomas. A procura por unidades de saúde é indicada para casos graves, como febre alta, falta de ar e prostração. Podem ser utilizados medicamentos para dor e febre. O uso de antiinflamatórios e aspirina não é recomendado.
8. Quais são as formas de prevenção? 
- Lavar as mãos com água e sabão por 40 a 60 segundos ou friccionar usando álcool em gel a 70% durante 20 a 30 segundos;
- Ao espirrar ou tossir, cobrir nariz e boca com o braço na dobra do cotovelo ou com lenço descartável;
- Não tocar olhos, nariz e boca com as mãos sem higienizá-las;
- Não compartilhar objetos pessoais, como talheres, toalhas, pratos e copos;
- Evitar aglomerações e manter distância entre as pessoas de pelo menos um metro
- Ficar em casa o máximo possível, mesmo sem sintomas, para evitar a disseminação da doença
- Não cumprimentar as pessoas com beijos, abraços e aperto de mão
- Manter os ambientes bem ventilados.

9. Que cuidados deve tomar quem usa transporte público, como ônibus e metrô?

Manter distância entre as pessoas de pelo menos 1 metro quando possível, adotar as medidas de higienização das mãos com álcool gel a 70%, não levar as mãos ao rosto, adotar a etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar cobrir boca e nariz com o braço na dobra do cotovelo).
10.  É recomendado o uso de máscaras de proteção?

O uso de máscaras caseiras de tecido está determinado para toda a população nos momentos de circulação em espaços públicos.
11. Por quanto tempo a doença pode ficar incubada? 

Até duas semanas após o contato com o vírus.
12. Existe vacina para prevenção ao novo coronavírus?

Até o momento, não.  Mas os cientistas ao redor do mundo e no Brasil já iniciaram pesquisas para o desenvolvimento desta vacina. No momento, estão mantidas as orientações de vacinação contra a gripe, que confere proteção a outros três vírus influenza para os grupos de risco, para evitar que essas pessoas tenham casos graves.
13. Como é feito o diagnóstico do novo coronavírus?

Atualmente é realizado um exame com uma amostra de secreção respiratória, coletada no nariz, boca e garganta, por meio de um instrumento semelhante a uma haste flexível. Essa amostra é processada por um Laboratório Central de Saúde Pública (FUNED) e caso o material genético do vírus seja detectado no material analisado, o resultado é positivo e o caso confirmado. O exame é realizado apenas para casos graves e para os profissionais de saúde com suspeita de COVID-19.
14. Como é feito o tratamento do novo coronavírus?

O tratamento é feito com base nos sintomas de cada paciente. Podem ser utilizados medicamentos para dor e febre. O uso de antiinflamatórios e aspirina não é recomendado. Pessoas com sintomas leves devem permanecer em casa até completar 3 dias sem febre ou no mínimo 7 dias a partir do início dos sintomas. A procura por unidades de saúde só é indicada para casos graves, como febre alta, falta de ar e prostração. O Sistema Único de Saúde está preparado para atender a esses casos.
15. Vocês têm orientado as unidades de saúde e os seus profissionais sobre a doença? Se sim, qual é a orientação?

Sim. Os profissionais de saúde estão recebendo orientações de forma contínua, conforme o momento epidemiológico e as recomendações das autoridades de saúde por meio de protocolos, notas técnicas, webconferências, entre outros. Dessa forma, as unidades são organizadas para a oferta de atendimento de forma segura e os profissionais seguem as orientações sobre o uso de equipamentos de proteção individual, de acordo com os procedimentos realizados.
16. Quais cuidados os profissionais de saúde devem ter ao entrar em contato com um caso suspeito?

Os profissionais recebem os equipamentos de proteção individual, como máscaras, óculos, luvas, gorro e capote e as devidas orientações para utilizarem de acordo com o risco de cada procedimento realizado.
17. Casos suspeitos têm sido mantidos em isolamento domiciliar. O que isso significa?

Significa a permanência em casa evitando contato com outras pessoas neste ambiente, medidas de higiene e com restrição de contato com o ambiente externo. Essa estratégia permite a prevenção da transmissão de casos gripais na sociedade.
18. No isolamento domiciliar quais cuidados o paciente deve ter?

Nessa condição, o paciente deve ser mantido em casa, recebendo cuidados como hidratação e repouso. Se possível, deve ficar em quarto privativo. Os familiares devem tomar as precauções já indicadas, como evitar compartilhamento de objetos pessoais, copos e talheres, contatos com secreção do paciente, realizarem a higienização constante das mãos e do ambiente, bem como permanecer a pelo menos um metro de distância.

19. O novo coronavírus pode matar?

Sim. A mortalidade registrada com a pandemia no mundo indica que as mortes pela doença variam de 2,3% a 3,5%, sendo mais comum em pessoas com doenças crônicas e principalmente nos idosos, com destaque para idade de 80 anos ou mais.
20. Onde é possível consultar números de casos suspeitos e confirmados em BH, Brasil e Mundo?

Nos canais oficiais da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os casos de Belo Horizonte e outros municípios de Minas poderão ser acompanhados no boletim diário da Secretaria Estadual de Saúde: www.saude.mg.gov.br/coronavirus.
21. O que é pandemia?

É a disseminação mundial de uma nova doença, alcançando vários continentes.
22.  Por que precisamos ficar em isolamento social?

O isolamento social é uma das medidas mais importantes para a prevenção do COVID-19. Ele evita a proximidade entre a população, evitando que o vírus seja transmitido entre as pessoas pela fala, tosse e espirros, que são momentos em que as gotículas contaminadas são eliminadas no ar, sendo transmitidas as outras pessoas pela respiração. Outra forma de transmissão evitada com esta medida é a contaminação pelo contato físico entre as pessoas ou quando superfícies contaminadas no ambiente são tocadas e as mãos levadas ao rosto, por exemplo. Dessa forma, evita que aconteça uma transmissão a um grande número de pessoas ao mesmo tempo, permitindo que sejam atendidas de forma mais tranquila e segura nas unidades de saúde, protegendo também as pessoas que são do grupo de risco.

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O QUE É O COVID-19

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, após casos registrados na China, e provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Os coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, apenas em 1965, o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas é infectada com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

SINTOMAS

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença.

Os principais sintomas conhecidos até o momento são:

 

Se você apresentar febre a partir de 37,8°C e dificuldade para respirar, procure atendimento médico imediatamente.

Se entrou em contato com pacientes confirmados ou retornou de viagem nos últimos dias, permaneça em casa em observação por, no mínimo, 7 dias. Havendo sintomas que persistem (tosse, febre a partir de 37.8°C, coriza), procure atendimento médico.

 

FORMAS DE TRANSMISSÃO

As formas de transmissão do novo coronavírus ainda estão em processo de investigação, mas já se sabe que acontece de pessoa para pessoa. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1 metro) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa, mas já se sabe que a transmissão é menos intensa que do vírus da gripe.

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é, em média, de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). Na suspeita de coronavírus, é necessária a coleta de uma amostra, que será encaminhada com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Para confirmar a doença, é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Na Bahia, essa unidade é o Instituto Couto Maia (ICOM). Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

TRATAMENTO

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. É indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos);
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 7 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações, como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

PREVENÇÃO

Devem ser adotados cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas. Algumas medidas são:

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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